Será que você é um avestruz?

A “síndrome de avestruz” é um fenômeno amplamente reconhecido no mundo profissional, caracterizado pela tendência das pessoas em evitar confrontar situações desconfortáveis e problemas. 

O pesquisador internacional do comportamento, Joaquim Santini, explica que o termo deriva do comportamento dos avestruzes, que tendem a enterrar a cabeça na terra diante de uma ameaça, na crença de que estão se protegendo. Embora a expressão não seja nova, discutir sobre ela nos ambientes de trabalho tem sido cada vez mais relevante.

Neste artigo, você vai saber um pouco mais sobre a Síndrome do Avestruz, fenômeno que afeta muitas lideranças ao redor do mundo. 

Identificando a Síndrome de Avestruz

A Síndrome de Avestruz é um problema multifacetado, cujas causas podem ser difíceis de identificar. No entanto, é crucial reconhecer seus sinais e adotar medidas para enfrentá-la. Geralmente, as pessoas com síndrome tendem a ficar mais desgastadas, desmotivadas e resistentes a novas mudanças. Devido a isso, nota-se uma queda na produtividade e na qualidade das entregas. 

Essa tendência pode surgir por diversas razões, como medo do confronto, falta de habilidades para lidar com conflitos ou simplesmente a ilusão de que ignorar um problema resolverá a situação. No entanto, a realidade é que essa abordagem apenas prolonga os desafios e pode levar a consequências ainda mais graves em longo prazo.

É possível enfrentar e vencer esse obstáculo

As lideranças afetadas pela Síndrome do Avestruz precisam reconhecer a importância de enfrentar os problemas e buscar soluções proativas. Isso envolve ter coragem para superar desconfortos, buscar apoio de sua equipe e, quando necessário, procurar orientação externa de especialistas.

É importante ressaltar que, muitas vezes, a pessoa nem se dá conta disso, por isso, as empresas precisam estabelecer políticas e diretrizes de prevenção.

  • Incentivar a inovação e a experimentação: criar um ambiente em que seja seguro assumir riscos calculados e tentar abordagens diferentes para resolver problemas. Isso pode envolver a implementação de programas de incentivo à inovação, a criação de espaços para brainstorming e a celebração dos aprendizados, mesmo quando os resultados não são os esperados.
  • Estabelecer processos claros de resolução de problemas: desenvolver procedimentos formais para lidar com problemas e desafios, desde a identificação até a implementação de soluções. Isso pode incluir a criação de comitês de resolução de problemas, fluxos de trabalho claros e a definição de responsabilidades claras.
  • Promover uma cultura de transparência e comunicação aberta: encorajar os colaboradores a relatarem problemas e desafios sem medo de represálias. Isso pode ser feito por meio de reuniões regulares, canais de comunicação abertos e políticas de portas abertas por parte da liderança.
  • Fornecer treinamento em gestão de conflitos e tomada de decisões: investir em programas de treinamento que capacitem os líderes e funcionários a lidarem com conflitos de forma construtiva e a tomarem decisões difíceis de maneira eficaz. Isso pode incluir habilidades de comunicação, resolução de problemas e inteligência emocional.

Neste momento, ter uma política organizacional bem estruturada, baseada em valores sólidos, que permite o diálogo franco e aberto entre a equipe, é crucial para contornar esse tipo de problema. 

Invista na sua equipe

Uma abordagem diferenciada envolve investir na capacitação e treinamento tanto das lideranças quanto da equipe em geral, para garantir que todos estejam preparados para lidar com imprevistos e desafios.

Além disso, é fundamental implementar políticas internas que promovam a proximidade e o acolhimento entre os colaboradores. Ao criar um ambiente em que todos se sintam à vontade para compartilhar preocupações e solicitar apoio quando necessário, é possível evitar que a sobrecarga de trabalho e o estresse contribuam para o surgimento da Síndrome de Avestruz. Incentivar o trabalho colaborativo e a comunicação aberta também é essencial para promover um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

Em resumo, a Síndrome de Avestruz representa um desafio significativo nos ambientes de trabalho atuais, mas não é insuperável. Ao reconhecer seus sinais, investir em capacitação e promover uma cultura organizacional que valorize o acolhimento e a colaboração, as empresas podem enfrentar e prevenir esse fenômeno prejudicial. Lideranças comprometidas com o bem-estar e o desenvolvimento de suas equipes desempenham um papel fundamental nesse processo, ajudando os colaboradores a superar obstáculos e alcançar seu pleno potencial profissional.

 

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