Como formar bons profissionais para o mercado de tecnologia e reter talentos?

Ter e reter talentos no mercado de tecnologia é um desafio comum à maioria das empresas, seja pela falta de experiência, seja pela dificuldade de criar vínculos. Devido à crescente demanda, os bons profissionais são donos da própria carreira e das suas escolhas.

Nesse contexto, as empresas são corresponsáveis pela permanência dos colaboradores que atuam na área de TI. A universidade promove o conhecimento teórico, mas é nas oportunidades de prática e crescimento que eles se embasam para ficar em um mesmo lugar, por mais tempo.

O objetivo deste post é traçar um panorama sobre o mercado de tecnologia e suas principais carreiras. Continue lendo e veja o que fazer para manter os funcionários engajados e com senso de pertencimento!

Como anda o mercado de tecnologia?

Estudos mostram uma escassez de mais de 500 mil profissionais capacitados no mercado de tecnologia até 2025. Os dados são do relatório “Panorama de talentos em 2023”, elaborado pelo Google for Startups em parceria com Associação Brasileira de Startup (Abstartups).

Esse cenário preocupante na área de TI tem como principal causa a ausência de perfis com a experiência necessária em meio à crescente demanda.

O Brasil está em uma posição de desvantagem quando o assunto é habilidades digitais e tecnológicas. Ainda conforme o Google, o país perde oportunidades de aumentar o PIB com essa deficiência, o que prejudica a economia brasileira.

Segundo o relatório, mulheres, pessoas negras e de regiões mais distantes do centro do país encontram barreiras para atuar no mercado de TI. Com isso, a escassez se torna ainda mais evidente, resultando na desaceleração dos projetos na maioria das empresas.

Das startups entrevistadas, 89% acredita que o ensino de pensamento lógico é defasado no Brasil. Por outro lado, 84% afirma que o mercado de tecnologia brasileiro não desenvolve o número de profissionais sênior que deveria.

Na percepção das startups participantes, 78% entende que há um grande afastamento entre os jovens brasileiros e a base de conhecimento para tecnologia. Esses mesmos jovens, diante da dificuldade de conseguir o primeiro emprego na área de TI, buscam outras alternativas.

Esse é um gap decorrente de diversos fatores que colaboram para uma jornada difícil e desafiadora na visão de quem escolhe essa carreira. São muitas as dificuldades encontradas pelos potenciais talentos, seja para cumprir os requisitos de vagas juniores, seja para ter condições de estudar tecnologia.

O que é preciso para resolver um problema tão complexo?

A falta de diversidade, equidade e inclusão é ponto de discussão, considerando que o mercado de tecnologia precisa de profissionais com urgência. 

Com isso, é hora de o mercado e as empresas proporem mudanças a questões fundamentais, como: 

  • Falta de estrutura – acesso a recursos mínimos;
  • Falta de ensino desde a base – adaptar a metodologia de ensino;
  • Falta de acesso mais democratizado – tornar a tecnologia acessível para todos, inclusive a grupos politicamente minorizados;
  • Falta de profissionalização e clareza profissional – mapear melhor os caminhos profissionais dentro do mercado de tecnologia e garantir que essa informação chegue aos profissionais;
  • Falta de oportunidades de entrada – alinhar melhor a expectativa das empresas com relação a profissionais iniciantes em suas primeiras experiências;
  • Falta de alinhamento de expectativa – alinhar a expectativa entre empresas e profissionais no que diz respeito à formação acadêmica;
  • Falta acolher, desenvolver e formar no ambiente corporativo – trabalhar melhor no desenvolvimento de profissionais já contratados pelas empresas.

É preciso evitar as consequências que, segundo apontamento do relatório, levarão a mais de 85 milhões de empregos em TI não preenchidos no mundo. Essa é uma previsão para até o final de 2030, pois não existirão pessoas qualificadas para ocupar as vagas.

No Brasil, o risco é ainda maior. A estimativa de escassez está projetada em um cenário que compreende os anos de 2021 e 2025, ou seja, já vivemos um déficit grave.

Quais são as carreiras em TI mais demandadas?

As 20 principais ocupações em alta demanda no mercado global, que tendem a aumentar em médio e longo prazo, são:

  1. Especialistas em marketing digital e estratégia;
  2. Engenheiros de robótica;
  3. Especialistas em transformação digital;
  4. Especialistas em big data;
  5. Especialistas em IA e machine learning;
  6. Profissionais de desenvolvimento de negócios;
  7. Analistas e cientistas de dados;
  8. Especialistas em gerenciamento de risco;
  9. Desenvolvedores de software e aplicativos;
  10. Profissionais de banco de dados e rede;
  11. Especialistas em desenvolvimento organizacional;
  12. Gerentes de projeto;
  13. Especialistas em automação de processos;
  14. Engenheiros fintech;
  15. Especialistas em Internet das Coisas;
  16. Analistas de gestão e organização;
  17. Gerentes de administração e serviços empresariais;
  18. Consultores estratégicos;
  19. Mecânicos e reparadores de máquinas;
  20. Analistas de segurança da informação.

Essas profissões constam no relatório produzido pelo Google, em parceria com a Abstartups.

Como promover a retenção de talentos na sua empresa?

Se por um lado o quadro de carência alarmante acende um alerta a nível mundial, por outro, muitas empresas enfrentam dificuldades de manter os funcionários engajados. Com tantas oportunidades em função das demandas, a retenção de talentos se transforma em um verdadeiro desafio.  

Pensando nisso, trouxemos algumas possíveis ações para formar novos profissionais e torná-los líderes da sua marca!

Incentive o crescimento do profissional

Uma marca forte e de sucesso tem por trás um time de profissionais dedicados a fazer com que a empresa se destaque. Para isso, é preciso investir na construção de uma cultura de inovação e crescimento, que seja possível para todos. 

Com um plano de carreira bem-estruturado e oportunidades de se desenvolver dentro da própria empresa, dificilmente o profissional buscará outro emprego. Além disso, oferecer uma remuneração compatível e benefícios que agreguem valor. 

Considerando a formação e o leque de ocupações possíveis dentro da tecnologia da informação, um mesmo talento tem a chance de se capacitar e especializar em diversas áreas. Com espaço e autonomia de trabalho, o colaborador se engaja, se envolve e faz de tudo para crescer com a marca.

Dê oportunidades para o colaborador mostrar seu talento

Mais do que ter um plano de carreira com proposta de crescimento e desenvolvimento, é essencial que o profissional tenha reais chances de mostrar que é capaz de excelentes entregas. 

Na prática do dia a dia, tanto empresa quanto gestão devem apostar em um ambiente colaborativo, com participação efetiva de todos. Os talentos que atuam dentro do projeto devem participar das principais etapas, desde a concepção até a conclusão.

São as reuniões de brainstorming, o incentivo às ideias, as avaliações e testes que permitem conhecer mais sobre as habilidades e competência dos talentos. Diante de novas demandas de contratação, será mais fácil promover um perfil já desenvolvido e contratar alguém para ocupar uma vaga com potencial de crescimento.

Invista em treinamentos que desenvolvam os profissionais

Dos recursos às aplicações, as mudanças e evoluções tecnológicas são constantes, exigindo das empresas manterem seus profissionais sempre atualizados. O treinamento é importante para alinhar a visão sobre um mesmo caminho, especialmente quando se trata de novidades e tendências.

Treinar é uma forma de qualificar, motivar e dizer ao profissional que ele é importante para a empresa e que seu conhecimento agrega valor. Se por um lado a empresa pode se beneficiar de um conhecimento mais apurado, de outro, o profissional se qualifica para não ficar defasado.

De modo geral, os profissionais de TI têm uma mente desbravadora, com sede de conhecimento e desejo de se especializar e destacar como especialista.

Com um mercado tão competitivo e escasso, é primordial criar estratégias de atração e, mais ainda, de retenção de talentos com foco no vínculo e na carreira. Assim, não há riscos de perder para a concorrência.

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