Cibersegurança: saiba porque as empresas estão ligando o sinal de alerta

No cenário atual, em que a tecnologia permeia cada aspecto do mundo dos negócios, a cibersegurança emerge como uma prioridade para a sobrevivência e o crescimento sustentável de empresas de todos os segmentos.

A era da informação trouxe consigo não apenas avanços tecnológicos, mas também desafios significativos, destacando a importância da cibersegurança. Dessa forma, as empresas precisam investir na proteção dos seus negócios e das informações de seus clientes.

Neste artigo, vamos explorar o mundo da cibersegurança, desde sua definição até os desafios que as empresas enfrentam, considerando, especialmente, o cenário brasileiro.

O que é cibersegurança?

O termo é derivado da junção de “cibernética” e “segurança da informação”. Cibersegurança refere-se ao conjunto de práticas, técnicas, processos e tecnologias para proteger sistemas, redes e dados contra ameaças cibernéticas. Essas ameaças incluem ataques de hackers, malware, phishing, entre outros.

As boas práticas da cibersegurança nas empresas englobam uma ampla gama de medidas preventivas e reativas, cujo objetivo é garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações.

Embora, frequentemente, usadas como sinônimos, a cibersegurança e a segurança da informação têm diferenças sutis. Enquanto a segurança da informação abrange a proteção geral de dados, a cibersegurança foca, especificamente, nas ameaças cibernéticas, como ataques virtuais, invasões e explorações de vulnerabilidades online.

Ascensão e preocupação corporativa com a cibersegurança

A interconexão global trouxe consigo desafios inéditos em termos de segurança digital. Com isso, a cibersegurança começou a ganhar destaque nas últimas décadas do século XX, na medida em que a dependência das organizações em relação à tecnologia da informação aumentava.

A crescente digitalização trouxe inúmeros benefícios, mas também abriu portas para ameaças sem precedentes. Empresas e indivíduos estão cada vez mais digitais e interconectados, tornando-se alvos potenciais para ataques cibernéticos. A falta de medidas adequadas de cibersegurança pode resultar em danos financeiros, perda de dados confidenciais e danos irreparáveis à reputação.

Nos últimos anos, as notícias de vazamento de dados têm aumentado significativamente. O mais recente, divulgado em janeiro deste ano, ganhou destaque por se tornar o maior vazamento de dados da história: cerca de 26 bilhões de dados de usuários de plataformas como X (antigo Twitter), Adobe, Canva, Dropbox, LinkedIn e Telegram, além de instituições e empresas brasileiras foram expostos. 

Para se manter à frente das ameaças cibernéticas, as empresas precisam estar atentas aos diferentes tipos de ataques, como ransomware, phishing, ataques DDoS (Distributed Denial of Service) e muitos outros. A implementação de firewalls, antivírus, criptografia e sistemas de detecção de intrusos são exemplos de medidas essenciais de proteção.

A importância da cibersegurança para empresas e pessoas

Como já mencionado anteriormente, no mundo corporativo, empresas que negligenciam a cibersegurança estão sujeitas a sérias consequências, como danos à reputação e impactos financeiros significativos e eventuais perdas de investimento. Dessa forma, proteger os dados dos usuários e clientes tem se tornado prioridade nas empresas e uma exigência do mercado financeiro em aderência à agenda ESG (Ambiental, Social e Governança Corporativa). 

A propósito, a integração da cibersegurança com as práticas de ESG é primordial. A proteção de dados pessoais e o combate a ameaças cibernéticas estão intrinsecamente ligados aos princípios éticos e à responsabilidade corporativa, contribuindo para a construção de uma reputação sustentável.

Um estudo da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) identificou que 42% das companhias de capital aberto listadas na Bolsa Brasileira de Valores (B3) não têm um plano de resposta a incidentes cibernéticos e carecem de executivos encarregados da segurança da informação. 

Outro dado importante vem do Relatório de custo de violação de dados de 2023 divulgado pela IBM, aponta que o custo total médio global de uma violação de dados é em torno de $ 4.45 milhões, um aumento de 15% em 3 anos. 

Para combater essas ameaças, as empresas e as pessoas precisam adotar uma abordagem holística que envolva tecnologias e práticas sólidas de gestão da informação. 

Leis de proteção de dados

Diversas legislações ao redor do mundo foram implementadas para garantir a proteção dos dados das empresas e dos indivíduos. Exemplos incluem o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) na União Europeia e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que completou 5 anos de vigência no Brasil.

O cumprimento dessas leis protege a privacidade e fortalece a confiança dos clientes nas organizações. Adotar práticas de cibersegurança faz parte da rotina da governança corporativa, que têm cada vez mais investido na busca de novas certificações, como a ISO 27001, norma Internacional que atesta a gestão da Segurança da Informação. 

O Brasil tem mostrado avanços significativos na área de cibersegurança, com a crescente conscientização e a adaptação das empresas às regulamentações. Porém, os desafios persistem em âmbito global devido à  escassez de profissionais qualificados, a rápida evolução das ameaças e a complexidade das infraestruturas digitais.

Profissionais e formação para atuar no setor

Profissionais de cibersegurança desempenham um papel vital nas empresas. Com formações em ciência da computação, engenharia de redes ou áreas correlatas, esses especialistas desenvolvem habilidades específicas para identificar, prevenir e mitigar ameaças cibernéticas.

Além da formação acadêmica, precisam ter habilidades como pensamento analítico, capacidade de resposta rápida, comunicação eficaz e atualização constante sobre as últimas tendências são essenciais no campo da cibersegurança.

Segundo estimativa da consultoria IDC, divulgada em janeiro, em 2025 o Brasil terá um déficit de 140 mil profissionais de cibersegurança. Logo, para mitigar riscos, as empresas precisam enfrentar esse desafio, encontrar esses profissionais para estabelecer um departamento especializado e capacitado.

Importante destacar que a cibersegurança não é apenas uma questão técnica, mas uma estratégia crucial para a sustentabilidade dos negócios. A reputação de uma empresa e a confiança dos clientes estão diretamente ligadas à capacidade de proteger informações sensíveis.

Por fim, as empresas que reconhecem a importância da cibersegurança não apenas protegem seus ativos digitais, mas também garantem a confiança de seus stakeholders. Dar a atenção à cibersegurança é um investimento necessário para o presente e o futuro das organizações.

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